sexta-feira, 15 de julho de 2011

Goiás 4 x 1 Vitória 15/07/2011

Parece que acabou o inferno astral do Goiás. Todos que tiveram estreia hoje foram bem.

Com o Vitória abrindo o placar, o pesadelo parecia estar de volta. Bola aérea e rede. É quase sempre assim. A melhora veio pela reação do time. Mesmo perdendo, o Goiás continuou sem afobar. Fazendo toques precisos, principalmente no início do meio de campo. Marcinho Guerreiro e Alan Bahia tocam muito bem a bola e a dominam também. Era nessa região que eram nascidas as jogadas dos adversários.

Guto jogou bem. Fez o pivô bem feito. Ajudado por Iarley. Outro que fez uma estreia muito boa. Joga muito e, principalmente, faz seu companheiro de ataque jogar. O Felipe (hoje no Atlético) sente muito a sua falta).

Observei algo diferente no Márcio (técnico). Ele não olha para o jogador que é substituído. Não olhou para nenhum dos três que saíram. Estranho.

Há muito tempo não esperava de pé um jogo acabar. Muito boa essa sensação.

sábado, 2 de julho de 2011

Ponte Preta 2 x 1 Goiás 01/07/2011

O Goiás tomou um tapa da macaca hoje mas não fiquei tão chateado. O time voltou a brigar e a não se entregar.

Dois gols de cabeça liquidaram o Goiás. O primeiro após uma cobrança de escanteio. Dentro da pequena área. Acho inadmissível tomar gol de cabeça na pequena área mas bola na área foi o terror esse jogo. O segundo gol matou o time do Goiás. Ernando deixou o o zagueiro Ferron cabecear. Chegou muito atrasado para o lance.

A grande falha do Goiás foi a instabilidade do sistema defensivo. Sabendo disso, choveram bolas na área o jogo inteiro.

Ainda vejo os zagueiros confusos. Cada jogo é um esquema tático diferente. Mais importante que definir um técnico novo é definir como a defesa vai jogar.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Goiás 2 x 0 BOA 28/06/2011

Imaginei que o frio estaria muito pior. O problema não é o frio. É o time do Goiás. É o pior que já vi jogar. Eu ainda tenho esperanças no meiocampista Diniz. Ele não é tão ruim. Só acho graça gritar "corta o cabelo Diniz!" quando ele erra alguma jogada. Aprendi com a torcida do Sport (veja o link).

O Harlei tomou tanta vaia que resolveu jogar. Salvou o time de perder mais uma.

Sexta feira é contra a Ponte. Acho que o Goiás vai tomar um "tapa da macaca"!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

River Plate 1 x 1 Belgrano 26/06/2011

Dia negro para o River Plate. O time está rebaixado. Foi um momento diferente no esporte. A tragédia foi televisionada. O time do River lutou muito. Perdeu pênalti, sofreu pênalti que não foi marcado. Lutou como há muito tempo não via um time lutar. Uma bravura de dar orgulho com um final indesejado.

Ao primeiro gol do River Plate, um torcedor em lágrimas é filmado. Escrevi mais cedo que sabia o que aquele torcedor estava sentindo. Senti o mesmo ano passado. O meu time já havia sido rebaixado. O Goiás, porém, estava na final da Sulamericana. Aquela mesma emoção senti quando Rafael Moura fez o primeiro gol do Goiás contra o Independiente. Eu estava ali, na Argentina, longe da minha família, do meu trabalho e de todas aquelas pessoas que sabem o quanto amo o meu time e que estava entrando para sua história.

Eu sei bem o que passou na mente daquele torcedor. Ele lembrou de todas as vezes que foi ao estádio. Lembrou dos títulos, das glórias, da infância e do significado que o time tem para a sua vida. Ele se sentiu importante.

São esses momentos que fazem com que a gente esqueça que o futebol é cheio de sujeiras. As lágrimas da torcida são as goleiro Carrizo. São as mesmas lágrimas que me fizeram apaixonar pelo basquete quando o Brasil derrotou os Estados Unidos no Panamericano de 87. Naquela época, Oscar não aceitou jogar na NBA. Motivo? Ele preferiu jogar pela seleção brasileira.




sábado, 25 de junho de 2011

Goiás 1 x 4 Portuguesa 25/06/2011

Cansei. É o pior time da história do Goiás. Não pela qualidade ruim dos jogadores e sim pelo time mais preguiçoso que vi na vida. Espero o desfecho desse fim de semana. Provavelmente Arthur Neto pedirá demissão.

Pareceu que hoje tudo acabaria bem. Chegando ao serra, recebo uma fitinha VIP para ir no camarote da Nação Esmeraldina nas cadeiras. Chopp, refrigerante e pipoca na faixa. O Goiás sai na frente e tudo parecia ir para um desfecho tranquilo. Ilusão. E não bastando ver o meu time goleado, tenho novamente que presenciar grande parcela dos torcedores do meu time comemorado e incentivando o adversário.

Mais um vez o Goiás foi humilhado no serra. A expressão hoje tem serra está perdendo a graça.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Goiás 0 x 3 Paraná 14/06/2011

Uma única notícia boa essa noite. As barracas de churrasquinho estão de volta. Depois das brigas entre torcidas de Goiás e Vila, os ambulantes foram os punidos e impedidos de trabalhar. Foi muito bom reencontrar o pessoal todo de novo. Melhor ainda porque o jogo começou 19:30 e eu estava sem comer.

O resto foi sofrível. Um time sem vontade de jogar. Algo está acontecendo com os jogadores do Goiás. O time é ruim mas nem tanto. Parece ser algo interno. Insatisfações refletidas em maus resultados. Infelizmente essa é a linguagem de muitos dentro do futebol. Algo tão sujo que faz um torcedor apaixonado parecer mais idiota do que já é.

Apenas uma hipótese. Tecnicamente analisando, o time do Paraná fez por onde ter marcado três vezes e poderia ter feito muito mais. Dominou o jogo inteiro. Tudo parecia muito fácil. Harlei impediu uma goleada histórica.

Foi a primeira vez que discordei totalmente do técnico Arthur Neto. Penso que ele matou o time na escalação. Marcão estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Ao invés de optar pela lógica de um time que há um bom tempo joga no esquema 3-5-2 colocando Walmir Lucas no lugar, a escolha foi um 4-4-2 com dois meias (Marcelo Costa e Diniz) que são péssimos na marcação. Desastre total. Goiás dominado no Serra Dourada.

Não concordo com a atitude dos torcedores em vaiar o time, gritar olé e até comemorar o terceiro gol do Paraná. Acho isso estranho demais. Um time que tinha um mínimo potencial de reação foi minado por sua própria torcida. Não entendo muita coisa no futebol. Não apoiar quem você gosta é um exemplo.

Ano passado, o técnico Jorginho disse que o torcedor do Goiás teria que apoiar seu time assim como um marido apóia sua esposa em um momento de dificuldade. Pensando assim, sou um ótimo marido e minha esposa está dando muito trabalho.

terça-feira, 7 de junho de 2011

ABC 2 x 0 Goiás 07/06/11

Em dia de despedida do Ronaldo, perdeu-se a graça de falar do Goiás. Principalmente porque perdeu.

Continuo achando Guto um atacante ruim. Pode ser implicância mas seus três gols do último jogo não me convenceram. Mas quem teve a maior chance foi o zagueiro Ernando. Coitado. Ele e o gol. Ernando preferiu a trave e perdeu um dos gols mais feitos que já vi. Camisa do Inacreditável Futebol Clube amanhã;

O Goiás não assustou. Sentiu a pressão do Frasqueirão. Pior partida da zaga. Marcão me fez lembrar de quando o Palmeiras vinha jogar no Serra Dourada. Eu sempre gritava: em cima do Marcão! Na época, ele jogava com a outra camisa verde. Era o ponto fraco do time. Hoje foi assim. Sem tempo de bola, lento e inseguro. Sem confiança, reclamão e com cartão amarelo, foi substituído para evitar uma expulsão. Mas não se preocupem. Oziel garantiu o vermelho para o Goiás. Mesmo não jogando tão mal, acabou sendo expulso.

Tolói estava tosco. Eu que sempre o defendo, inclusive em uma futura escalação para seleção, fez sua pior partida em sua história no Goiás. Inseguro também. Era o zagueiro terror. Só rendeu quando saiu da zaga e foi ajudar na frente. Partida para esquecer.

ABC jogou muito mais. Lance polêmico no pênalti que gerou o segundo gol. Foi tão rápido que fiquei na dúvida. Provavelmente a falta foi dentro da área mesmo.

A volta do Harlei foi legal. A relação da torcida com o Harlei é namoro antigo, por vezes desgastado. As defesas difíceis e a ótima reposição de bola já estavam fazendo falta. Não foram suficientes.

Goiás joga mal, perde com justiça e já começa a carregar o estigma de não ganhar fora de casa.