Ao primeiro gol do River Plate, um torcedor em lágrimas é filmado. Escrevi mais cedo que sabia o que aquele torcedor estava sentindo. Senti o mesmo ano passado. O meu time já havia sido rebaixado. O Goiás, porém, estava na final da Sulamericana. Aquela mesma emoção senti quando Rafael Moura fez o primeiro gol do Goiás contra o Independiente. Eu estava ali, na Argentina, longe da minha família, do meu trabalho e de todas aquelas pessoas que sabem o quanto amo o meu time e que estava entrando para sua história.
Eu sei bem o que passou na mente daquele torcedor. Ele lembrou de todas as vezes que foi ao estádio. Lembrou dos títulos, das glórias, da infância e do significado que o time tem para a sua vida. Ele se sentiu importante.
São esses momentos que fazem com que a gente esqueça que o futebol é cheio de sujeiras. As lágrimas da torcida são as goleiro Carrizo. São as mesmas lágrimas que me fizeram apaixonar pelo basquete quando o Brasil derrotou os Estados Unidos no Panamericano de 87. Naquela época, Oscar não aceitou jogar na NBA. Motivo? Ele preferiu jogar pela seleção brasileira.
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