quarta-feira, 29 de junho de 2011

Goiás 2 x 0 BOA 28/06/2011

Imaginei que o frio estaria muito pior. O problema não é o frio. É o time do Goiás. É o pior que já vi jogar. Eu ainda tenho esperanças no meiocampista Diniz. Ele não é tão ruim. Só acho graça gritar "corta o cabelo Diniz!" quando ele erra alguma jogada. Aprendi com a torcida do Sport (veja o link).

O Harlei tomou tanta vaia que resolveu jogar. Salvou o time de perder mais uma.

Sexta feira é contra a Ponte. Acho que o Goiás vai tomar um "tapa da macaca"!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

River Plate 1 x 1 Belgrano 26/06/2011

Dia negro para o River Plate. O time está rebaixado. Foi um momento diferente no esporte. A tragédia foi televisionada. O time do River lutou muito. Perdeu pênalti, sofreu pênalti que não foi marcado. Lutou como há muito tempo não via um time lutar. Uma bravura de dar orgulho com um final indesejado.

Ao primeiro gol do River Plate, um torcedor em lágrimas é filmado. Escrevi mais cedo que sabia o que aquele torcedor estava sentindo. Senti o mesmo ano passado. O meu time já havia sido rebaixado. O Goiás, porém, estava na final da Sulamericana. Aquela mesma emoção senti quando Rafael Moura fez o primeiro gol do Goiás contra o Independiente. Eu estava ali, na Argentina, longe da minha família, do meu trabalho e de todas aquelas pessoas que sabem o quanto amo o meu time e que estava entrando para sua história.

Eu sei bem o que passou na mente daquele torcedor. Ele lembrou de todas as vezes que foi ao estádio. Lembrou dos títulos, das glórias, da infância e do significado que o time tem para a sua vida. Ele se sentiu importante.

São esses momentos que fazem com que a gente esqueça que o futebol é cheio de sujeiras. As lágrimas da torcida são as goleiro Carrizo. São as mesmas lágrimas que me fizeram apaixonar pelo basquete quando o Brasil derrotou os Estados Unidos no Panamericano de 87. Naquela época, Oscar não aceitou jogar na NBA. Motivo? Ele preferiu jogar pela seleção brasileira.




sábado, 25 de junho de 2011

Goiás 1 x 4 Portuguesa 25/06/2011

Cansei. É o pior time da história do Goiás. Não pela qualidade ruim dos jogadores e sim pelo time mais preguiçoso que vi na vida. Espero o desfecho desse fim de semana. Provavelmente Arthur Neto pedirá demissão.

Pareceu que hoje tudo acabaria bem. Chegando ao serra, recebo uma fitinha VIP para ir no camarote da Nação Esmeraldina nas cadeiras. Chopp, refrigerante e pipoca na faixa. O Goiás sai na frente e tudo parecia ir para um desfecho tranquilo. Ilusão. E não bastando ver o meu time goleado, tenho novamente que presenciar grande parcela dos torcedores do meu time comemorado e incentivando o adversário.

Mais um vez o Goiás foi humilhado no serra. A expressão hoje tem serra está perdendo a graça.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Goiás 0 x 3 Paraná 14/06/2011

Uma única notícia boa essa noite. As barracas de churrasquinho estão de volta. Depois das brigas entre torcidas de Goiás e Vila, os ambulantes foram os punidos e impedidos de trabalhar. Foi muito bom reencontrar o pessoal todo de novo. Melhor ainda porque o jogo começou 19:30 e eu estava sem comer.

O resto foi sofrível. Um time sem vontade de jogar. Algo está acontecendo com os jogadores do Goiás. O time é ruim mas nem tanto. Parece ser algo interno. Insatisfações refletidas em maus resultados. Infelizmente essa é a linguagem de muitos dentro do futebol. Algo tão sujo que faz um torcedor apaixonado parecer mais idiota do que já é.

Apenas uma hipótese. Tecnicamente analisando, o time do Paraná fez por onde ter marcado três vezes e poderia ter feito muito mais. Dominou o jogo inteiro. Tudo parecia muito fácil. Harlei impediu uma goleada histórica.

Foi a primeira vez que discordei totalmente do técnico Arthur Neto. Penso que ele matou o time na escalação. Marcão estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Ao invés de optar pela lógica de um time que há um bom tempo joga no esquema 3-5-2 colocando Walmir Lucas no lugar, a escolha foi um 4-4-2 com dois meias (Marcelo Costa e Diniz) que são péssimos na marcação. Desastre total. Goiás dominado no Serra Dourada.

Não concordo com a atitude dos torcedores em vaiar o time, gritar olé e até comemorar o terceiro gol do Paraná. Acho isso estranho demais. Um time que tinha um mínimo potencial de reação foi minado por sua própria torcida. Não entendo muita coisa no futebol. Não apoiar quem você gosta é um exemplo.

Ano passado, o técnico Jorginho disse que o torcedor do Goiás teria que apoiar seu time assim como um marido apóia sua esposa em um momento de dificuldade. Pensando assim, sou um ótimo marido e minha esposa está dando muito trabalho.

terça-feira, 7 de junho de 2011

ABC 2 x 0 Goiás 07/06/11

Em dia de despedida do Ronaldo, perdeu-se a graça de falar do Goiás. Principalmente porque perdeu.

Continuo achando Guto um atacante ruim. Pode ser implicância mas seus três gols do último jogo não me convenceram. Mas quem teve a maior chance foi o zagueiro Ernando. Coitado. Ele e o gol. Ernando preferiu a trave e perdeu um dos gols mais feitos que já vi. Camisa do Inacreditável Futebol Clube amanhã;

O Goiás não assustou. Sentiu a pressão do Frasqueirão. Pior partida da zaga. Marcão me fez lembrar de quando o Palmeiras vinha jogar no Serra Dourada. Eu sempre gritava: em cima do Marcão! Na época, ele jogava com a outra camisa verde. Era o ponto fraco do time. Hoje foi assim. Sem tempo de bola, lento e inseguro. Sem confiança, reclamão e com cartão amarelo, foi substituído para evitar uma expulsão. Mas não se preocupem. Oziel garantiu o vermelho para o Goiás. Mesmo não jogando tão mal, acabou sendo expulso.

Tolói estava tosco. Eu que sempre o defendo, inclusive em uma futura escalação para seleção, fez sua pior partida em sua história no Goiás. Inseguro também. Era o zagueiro terror. Só rendeu quando saiu da zaga e foi ajudar na frente. Partida para esquecer.

ABC jogou muito mais. Lance polêmico no pênalti que gerou o segundo gol. Foi tão rápido que fiquei na dúvida. Provavelmente a falta foi dentro da área mesmo.

A volta do Harlei foi legal. A relação da torcida com o Harlei é namoro antigo, por vezes desgastado. As defesas difíceis e a ótima reposição de bola já estavam fazendo falta. Não foram suficientes.

Goiás joga mal, perde com justiça e já começa a carregar o estigma de não ganhar fora de casa.

domingo, 5 de junho de 2011

Amistoso Brasil x Holanda 04/06/2011

Sempre achei amistoso algo bem chato. Antes de qualquer brincadeira de criança, combinava com os meus amigos se seria “na brinca” ou “na verda” e me lembrar disso traz uma sensação muito boa. Falo isso pois penso que amistosos são sempre “na brinca”. O jogo Brasil e Holanda só me convence que amistosos não deveriam ter o significado que têm.

Foi noticiado um dia: Brasil e Holanda vão jogar no Serra Dourada. O dia do início da venda dos ingressos era a minha preocupação. Sou de uma época em que ir a um evento era algo simples. Até mesmo no show do U2 em 98 não tive dificuldades em comprar o ingresso. O Rock in Rio parecia coração de mãe. Sempre havia lugar para um roqueiro atrasado. Hoje não. Qualquer evento com um pouco de mídia é um transtorno para aqueles que não gostam da pressão em ter que decidir meses antes a presença em um evento. O fim da picada foi o BMW Jazz Festival no Rio esse ano. Meu descaso culminou em não poder ver o show do baixista Marcus Miller. Os ingressos acabaram de madrugada na primeira noite. Mas Brasil e Holanda no “meu” Serra Dourada, não poderia perder. Como passo grande parte do meu tempo ouvindo rádios esportivas, estava tranqüilo em saber qual seria o dia inicial de venda de ingressos. Comprar o ingresso do jogo foi tão fácil como comprar o jornal Daqui no sinaleiro. Aliás, ingresso mais bonito que de qualquer show que já fui na vida.

A grata surpresa foi o esforço em fazer o Serra Dourada brilhar. Depois de muitos anos senti novamente orgulho do meu estádio. Não foi só um batom que passaram no serra. Deram um banho de loja. Do gramado ao estacionamento. Fiquei muito feliz. Talvez na mesma proporção da tristeza que me assolou no dia em que um gaúcho que trabalhava comigo falou sobre como tinha achado o Serra Dourada um estádio ruim e feio. Não tive argumentos a não ser falar para ele voltar para o sul.

Estranho foi o desânimo que me bateu hoje de manhã. Acho que foi um dos “hoje tem serra” mais xoxos que soltei na vida. Primeiro porque fui só e segundo é que me dei conta sobre o meu conceito de amistoso. A desculpa já na ponta da língua é que eu estava indo para ver craques internacionais do mais alto nível. A verdade parece me dizer que não gosto de jogos da seleção brasileira. Amistosos muito menos.

Eu estava desconfortável no estádio perto de tanta gente sem a “manha” de ir a um jogo de futebol. Pessoas que talvez perderam a única chance de ver um gol ao vivo em um estádio de futebol e que sentiram falta dos replays e da televisão com som baixo e muita conversa na sala ou em um bar.

Acho que o errado da história sou eu. Não senti a alegria em piscar mais demoradamente ao som do hino nacional assim como sinto nos jogos do Goiás. Hoje não teve aquele quase sorriso de canto de boca na hora que penso que poderia ser cantado “serra dourada” ao invés de “terra dourada” no hino nacional. Não vejo um pingo de graça na música “sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor” mesmo sendo o que a música diz. Tenho quase certeza que isso é trauma da primeira copa por qual me apaixonei. Em 86, meus olhos brilhavam ao ver a seleção do Telê jogar. Aos sete anos fui capaz de perceber que meu pai, crítico contundente do técnico, poderia estar errado. Nada mais emblemático que a eliminação na disputa dos pênaltis. Nunca me conformei com o pênalti cobrado pela França que bateu na trave e entrou depois de bater nas costas do goleiro Carlos. O escudo da camisa do Brasil tinha a taça Jules Rimet. O escudo foi mudado. O Brasil ganhou copa mas nem mesmo a genialidade de Romário foi capaz de resgatar a alegria que eu sentia diante daquele escudo odiado por tantos. Eu tento. Acompanho os jogos e tenho meus palpites de escalação. Queria gostar mais de jogos da seleção brasileira.

O futebol envolvente da seleção se perdeu há muito tempo. Existe um fio de esperança no futebol do Neymar. Mas sinceramente acredito que nunca voltarei a ter orgulho comparável ao que tive pelo escudo com a Jules Rimet. Imagino a frustração dos mais antigos, que viram Pelé e Garrincha, diante do “sorriso alegre” e futebol improdutivo do “menino” Robinho.

Quanto ao jogo em si, deixo minhas impressões para outra ocasião.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Goiás 4 x 1 ASA 31/05/2001

Existe um termo sem tradução para o português chamado hat-trick. No futebol, é usado quando um jogador faz três gols em uma partida. No Brasil, o jogador é contemplado pelo Fantástico e pode escolher uma música para tocar. O hatrick perfeito é quando o jogador faz um gol com o pé direito, um com o esquerdo e outro de cabeça . Hoje posso dizer que o Guto fez um hatrick quase perfeito. Acreditem. Mérito para o técnico Arthur Neto que garantiu a escalação do atacante. Eu não o escalaria tão cedo. Mas a ineficiência do Assuério deu a Guto mais uma chance. Ele foi lá e marcou três gols. Dois de cabeça com muito estilo. Calando a boca de todos.

A elasticidade do placar não é compatível com a tranquilidade do torcedor. Foi um jogo difícil.

O Goiás goleou mas tomou sufoco. Quando tudo parecia dominado no momento em que o jogo estava 2 a 0, o ASA marca um gol e começa uma correria para cima do Goiás, personalizada pelo jogador Vitinha (irmão do Vitor, ex-Goiás) do ASA. Assombrou a ala esquerda do Marcão em um momento do jogo que o capitão do Goiás sofria muito para marcar.

A entrada do meia Diniz deixou o meio campo do Goiás leve porém péssimo na marcação. Pela situação atual, Marcelo Costa só fica até a recuperação de Carlos Alberto. Em outras palavras, dançou na camisa dez. Estou tentando lembrar o último meio campista que distribuía a bola tão bem igual fez o Diniz hoje. Imagino que muitas serão as comparações com o hoje comentarista Marcelo Borges. O próprio destacou a importância do toque de bola de um canhoto habilidoso no meio de campo.

Ninguém acreditava no público. Nem o próprio torcedor que decidiu chegar em cima da hora. Renda maior que a gerada pelos 1600 do jogo de estréia contra o Barueri. Tudo dentro de uma estratégia de marketing bem feita. Ponto para torcida em não se iludir com a goleada e continuar gritando por contratações.

Acho que o Diniz joga muito. Tenho medo de estréias muito boas. Nunca esqueço a estréia do meia uruguaio Matosas contra o Atlético Paranaense em 1996. Naquele dia vi um Maradona destro jogar. Depois, contusões e decepções.

Já imaginaram se o Guto tivesse estreado hoje?